> Bebo o vinho do teu corpo devagar como se a boca fosse uma flor onde o tempo desenha um mapa da vida Corre o vinho do teu corpo nos lençóis da madrugada e há carícias debruçadas à janela do silêncio Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede E provo o vinho do teu corpo gota a gota e beijo a beijo como quem recolhe o sonho de entre os dedos de um sorriso Corre o vinho do teu corpo nos regatos do luar que hão-de vir desaguar mansamente nos meus braços Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo devagar e quase a medo na surpresa dos segredos ai, copos cheios de prazer, hum Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede Bebo o vinho do teu corpo bebo até morrer de sede >>>> Gota a gota beijo a beijo, uh... INSTRUMENTAL (final)